Site para Médico: Estrutura, Textos e Regras do CFM
Site para médico tem regras do CFM que vetam antes/depois e promessa de cura. Este guia mostra a estrutura certa, os textos e como atrair paciente.
Atualizado em 04/08/2026
O que muda no site de médico (e por quê)
Site de médico não é site de loja. A publicidade médica tem regras definidas pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM nº 1.974/2011 e atualizações) que mudam o que pode e o que não pode aparecer na página.
A regra central: a publicidade médica deve ter caráter informativo, não comercial. O site pode descrever formação, especialidade e forma de atendimento. Não pode prometer cura, mostrar antes e depois, ou usar apelo sensacionalista.
Isso não significa site sem vida. Significa que a credibilidade vem de outro lugar: do CRM visível, da especialidade descrita, da clareza sobre como funciona o atendimento — não de imagem de resultado ou promessa de desfecho.
O paciente que procura médico no Google não quer propaganda. Quer saber: você atende a especialidade que preciso? Tem CRM? Atende perto de mim? Como faço para agendar? O site que responde a isso converte mais que qualquer apelo visual.
As páginas do site médico
A estrutura do site médico é parecida com a do advogado — com a diferença das regras do conselho. As páginas necessárias são:
Página principal: nome, CRM, especialidade e forma de contato. Sem banner de “resultado garantido”, sem antes e depois. Foto profissional do médico (não de paciente).
Página por especialidade: se atende mais de uma (cardiologia + clínica geral, por exemplo), uma página para cada. É o que permite aparecer em busca por especialidade.
Página separada para presencial e telemedicina: são buscas diferentes. Quem busca “cardiologista perto de mim” quer presencial; quem busca “telemedicina cardiologia” quer online. Ter páginas separadas atende as duas.
Página sobre: formação, residência, títulos de especialista, experiência. É onde a decisão de confiança acontece — e onde o CRM precisa estar visível.
Página de perguntas frequentes: como funciona a primeira consulta, quais exames levar, formas de pagamento, convênios. Reduz o atrito de quem nunca foi ao consultório.
O que o CFM proíbe no site médico
As proibições mais relevantes para o site são específicas — e quem faz site médico precisa conhecê-las antes de escrever uma linha. Os pontos principais (confirme a resolução vigente no CRM regional):
Proibido: imagens de antes e depois. É o item mais cobrado e o que mais aparece em template de site estético. Template genérico traz antes e depois; site médico não pode ter.
Proibido: promessa de resultado, cura ou garantia. Texto como “cure sua ansiedade” ou “resultado garantido em X sessões” é vedado.
Proibido: autopromoção comparativa (“o melhor cardiologista”). Uso de título não reconhecido pela AMB ou SBP. Sensacionalismo.
Permitido: formação, especialidade, CRM, forma de atendimento, currículo. Endereço do consultório. Agendamento. Convênios aceitos. Informação sobre doenças e tratamentos — em caráter educativo, não promocional.
- ▸Proibido: antes e depois, promessa de cura, sensacionalismo
- ▸Proibido: autopromoção comparativa, título não reconhecido
- ▸Permitido: CRM, formação, especialidade, currículo, contato
- ▸Permitido: informação educativa sobre doenças e tratamentos
Google e mapa: como o paciente encontra o médico
Paciente escolhe médico como escolhe qualquer serviço: busca no Google, olha as primeiras opções do mapa e lê avaliações. Sem Perfil da Empresa, você não está no mapa.
A categoria médica no Google é específica: “Médico”, “Clínica médica”, “Cardiologista”, “Dermatologista”. A categoria certa define em quais buscas você é candidato. Escolha a mais específica da sua especialidade.
Na descrição do perfil: CRM, especialidade, forma de atendimento. Sem promessa. Fotos do consultório (sem paciente). Horário correto. Convênios aceitos.
Avaliações funcionam para médico — com ressalva. O CFM não proíbe avaliação no Google (é diferente de depoimento no site). Mas a resposta do médico precisa ser sóbria: agradecer pela confiança, sem descrever caso. E o pedido de avaliação não pode configurar captação.
Telemedicina: site separado ou página dentro do site
Se você atende por telemedicina, a decisão é: site separado para telemedicina ou página dentro do site principal. Para a maioria dos casos, página dentro do site é melhor — e aqui está por quê.
Site separado divide autoridade. O Google entende dois sites como duas entidades; cada uma precisa construir credibilidade própria. Site único com página de telemedicina e página presencial concentra autoridade em um lugar.
A página de telemedicina precisa explicar: quais especialidades atende online, como funciona a consulta, quais estados atende (telemedicina tem regulação por conselho regional), quais plataformas usa, como é o pagamento.
O CRM precisa estar visível na página de telemedicina também. E a resolução do CFM sobre telemedicina (que recebeu atualizações recentes) precisa ser consultada no CRM regional antes de publicar — as regras variam por região.
Perguntas frequentes