Site para Advogado: Como Fazer Que Traz Cliente
Site para advogado tem regras próprias da OAB e precisa de uma página por área de atuação. Este guia mostra a estrutura, os textos e o que não incluir.
Atualizado em 04/08/2026
Por que o advogado precisa de site (e não só Instagram)
Quem precisa de advogado busca no Google. Não busca no Instagram, não pede indicação em grupo de WhatsApp, não procura no diretório da OAB. Digita a área de que precisa e escolhe entre os primeiros nomes que aparecem.
Instagram não resolve por uma razão técnica: perfil de rede social não aparece em busca. Se alguém digita “advogado trabalhista em Santos”, o Google não mostra Instagram — mostra site e mapa. Sem site, você não é candidato.
Site próprio ainda resolve outro problema: o cliente que chega pelo Instagram não sabe nada sobre você. Cliente que chega pelo site já leu sua formação, viu suas áreas de atuação e decidiu que você parece competente. Chega mais quente.
A estrutura do site de advocacia
O site de advocacia precisa de mais páginas que o site genérico de serviço — porque advocacia tem áreas, e cada área é uma busca diferente. A estrutura mínima é:
Página principal: nome, OAB, áreas principais e forma de contato. Sem apelo comercial, sem promessa de resultado. Informativa e sóbria.
Uma página por área de atuação: trabalhista, cível, família, empresarial, previdenciário, criminal — cada uma é uma busca que traz cliente diferente. Texto descreve o que a área cobre, não promete desfecho.
Página sobre: formação, experiência, OAB e filosofia de trabalho. É onde o cliente decide se confia — antes de qualquer conversa.
Página de contato: telefone, WhatsApp, endereço do escritório. Formulário com aviso de sigilo profissional.
Página de perguntas frequentes: primeiro atendimento, honorários, prazos. Reduz a objeção de quem nunca contratou advogado.
- ▸Home: nome, OAB, áreas principais, contato — sóbrio
- ▸Página por área de atuação — trabalhista, cível, família...
- ▸Sobre: formação, experiência, registro na OAB
- ▸Contato: telefone, WhatsApp, endereço, sigilo profissional
- ▸FAQ: primeiros passos, honorários, prazos
O que a OAB permite e proíbe no site
O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB define o que é permitido na publicidade da advocacia. Não é proibição de ter site — é delimitação do tom. Para o site, o que mais importa é:
Permitido: divulgar formação, áreas de atuação, currículo e meios de contato. Participar de entrevistas e publicar artigos. Ter site com nome e OAB. Indicação de clientes satisfeitos, sem sensacionalismo.
Proibido: promessa de resultado ou garantia de êxito. Autopromoção comparativa (“o melhor advogado”). Captação de clientela por intermediação paga. Depoimento com apelo emocional ou descrição de desfecho. Foto de cliente sem autorização.
Na prática: o texto do site descreve a atuação, nunca promete desfecho. Em vez de “ganhe sua causa”, escreve “atuação em casos de X”. Em vez de “melhor escritório”, escreve “experiência de N anos em X”. É uma diferença pequena na escrita e enorme na conformidade.
Textos que convertem dentro das regras
Texto de advocacia precisa de um equilíbrio que texto comercial não precisa: transmitir competência sem apelo. As técnicas que funcionam são:
Descritivo em vez de promocional. “Atuação em direito trabalhista, com experiência em reclamatórias, rescisões e verbas” é melhor que “ganhe seus direitos trabalhistas”. O primeiro descreve; o segundo promete.
Focado na pergunta do cliente. Quem busca “advogado trabalhista” tem uma dúvida — sobre verbas, rescisão, assédio. O texto que responde a essa dúvida converte mais que texto genérico sobre o escritório.
Clareza sobre o processo. Explicar como funciona o primeiro atendimento, quanto tempo leva um processo, o que o cliente precisa levar. Isso reduz a objeção de quem nunca contratou advogado e tem medo de não saber como funciona.
Sem linguagem técnica inacessível. O juiz entende jargão; o cliente não. Texto para cliente usa palavras que cliente entende — sem perder a precisão.
Google: como o cliente encontra o site do advogado
Ter site não adianta se o cliente não encontra. Para advocacia, há dois caminhos: busca orgânica (a lista de links) e mapa (o bloco do Google Maps).
Na busca orgânica, aparecer depende de ter a página certa para a busca certa. Quem digita “advogado de inventário em Santos” precisa encontrar uma página sobre inventário em Santos — não a home genérica. Uma página por área é o que permite isso.
No mapa, aparecer depende do Perfil da Empresa. Advogado pode ter perfil na categoria “Advogado” ou “Escritório de advocacia”. A descrição precisa respeitar as mesmas regras do site: formação, áreas, contato, sem promessa de resultado.
As duas coisas se reforçam. Site com link para o perfil, e perfil com link para o site. Quem chega por um descobre o outro. Por que entregar os dois separados.
Perguntas frequentes