Site para Fisioterapeuta: Como Atrair Paciente no Google
Fisioterapeuta que quer mais paciente precisa de site com CREFITO visível, página por especialidade e Google configurado. Este guia mostra como fazer dentro das regras do COFFITO.
Atualizado em 04/08/2026
O desafio do marketing na fisioterapia
Fisioterapeuta tem dois desafios de marketing que outras profissões não têm. O primeiro: atende por sessão múltipla — o paciente volta várias vezes, e fidelizar é tão importante quanto atrair. O segundo: a busca é específica (“fisioterapia para ombro congelado”, “fisioterapia pós-cirúrgica”), e site genérico não atende.
Quem precisa de fisioterapia busca no Google. Não busca no Instagram, não espera indicação. Digita o problema e a cidade, e escolhe entre as opções do mapa. Sem Perfil da Empresa e sem site, você não é uma das opções.
Instagram mostra o espaço e os aparelhos; o site responde à pergunta do paciente. São funções diferentes. O paciente que busca “fisioterapia para hérnia de disco” não quer ver foto do aparelho — quer saber se você atende hérnia, como funciona e como agendar.
A estrutura do site de fisioterapia
O site do fisioterapeuta precisa focar na dor do paciente, não na técnica do profissional. A estrutura que funciona:
Página principal: nome, CREFITO, especialidades e como agendar. Sem foto de procedimento invasivo. Foto do espaço ou do profissional.
Página por especialidade: ortopédica, neurológica, respiratória, esportiva, pélvica. Cada uma é uma busca que atrai paciente diferente. Texto que descreve o que trata — em linguagem do paciente, não do fisioterapeuta.
Página sobre: formação, CREFITO, especialização (título de especialista reconhecido pela COFFITO), experiência. É onde o paciente decide se confia o corpo a você.
Página de contato: WhatsApp com agendamento direto, telefone, endereço (principalmente se atende domicílio), horário, convênios aceitos.
FAQ: perguntas que o paciente tem antes da primeira sessão. Dói? Quantas sessões preciso? Preciso de pedido médico? Vestimenta? Respondar reduz a objeção de quem nunca fez fisioterapia.
- ▸Home: nome, CREFITO, especialidades, agendar
- ▸Página por especialidade: ortopédica, neurológica, respiratória
- ▸Sobre: formação, CREFITO, título de especialista
- ▸Contato: WhatsApp, endereço, domicílio?, convênios
- ▸FAQ: dói?, quantas sessões?, pedido médico?, vestimenta?
Domicílio vs. clínica: o site muda?
Fisioterapeuta que atende em domicílio tem desafio diferente do que atende em clínica — e o site precisa refletir a diferença.
Para domicílio: a área de atendimento é o que mais importa. O paciente não vai até você; você vai até ele. Página principal precisa dizer claramente quais bairros ou cidades atende, e o Perfil da Empresa precisa estar configurado como serviço na área (sem endereço público, definindo região).
Para clínica: o endereço é o que mais importa. O paciente vai até você. O Perfil da Empresa precisa do endereço do consultório, com fotos do espaço, horário e facilidade de estacionamento (quem busca fisioterapia costuma ter dor de locomoção).
Os dois modelos precisam de página separada — porque são buscas diferentes. Quem busca “fisioterapia domicílio Santos” não é o mesmo que busca “fisioterapia perto de mim”. Ter as duas páginas permite aparecer nas duas buscas.
O que o COFFITO permite e proíbe
O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) tem regras de publicidade. Para o site, o que mais importa:
Permitido: identificar-se com nome e número de CREFITO. Divulgar formação, especialidade e área de atuação. Informação educativa sobre tratamentos. Foto do espaço.
Proibido: depoimento de paciente (mesma regra da psicologia e medicina). Promessa de cura. Autopromoção comparativa. Uso de título de especialista não reconhecido pela COFFITO.
Na prática: sem seção de depoimento. Sem “cure sua dor”. Sem “o melhor fisioterapeuta”. A credibilidade vem do CREFITO visível, da especialidade descrita e da clareza sobre como funciona o tratamento.
O título de especialista (ortopedia, neurologia, etc.) só pode ser usado se reconhecido pela COFFITO. Não confunda curso de extensão com especialização stricto ou lato sensu. Confirme no conselho regional antes de publicar título no site.
Google e mapa: como o paciente encontra o fisioterapeuta
Para fisioterapia, o mapa é decisivo. Quem busca “fisioterapia perto de mim” tem dor agora — e escolhe o mais próximo que parece competente. Estar nesse bloco de mapa vale mais que estar na primeira posição da lista.
A categoria no Perfil da Empresa precisa ser específica: “Fisioterapeuta”, “Clínica de fisioterapia”. A descrição precisa ter CREFITO, especialidades e área de atendimento. Fotos do espaço — sala de atendimento, aparelhos (sem paciente).
Avaliações são o que ordena o mapa. Paciente de fisioterapia costuma avaliar bem quando melhora — e a melhora é verificável (a dor passou). Peça avaliação na última sessão, quando o paciente está satisfeito. Mande o link direto do perfil.
Para domicílio, o Perfil da Empresa funciona diferente: sem endereço público, com área de atendimento definida. Aparece para quem busca naquela região. É o caso típico de quem atende em casa do paciente — e a configuração correta impede que o Google confunda com clínica sem endereço fixo.
Perguntas frequentes